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Otosclerose

Otosclerose

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Otosclerose

O que é?

A otosclerose é uma doença do ouvido médio que causa a perda progressiva da audição. Ela ocorre quando há um crescimento anormal de osso ao redor do estribo, um dos ossículos responsáveis por transmitir o som para o ouvido interno, onde existe a cóclea, o órgão da audição.

Com esse endurecimento, o estribo perde sua mobilidade, dificultando a passagem do som para o ouvido interno e consequentemente para o cérebro.

O ouvido funciona como um sistema de transmissão de som. Na otosclerose, o estribo fica “preso”, impedindo a vibração adequada.

Isso leva a uma perda auditiva condutiva, que pode piorar com o tempo e, em alguns casos, evoluir para formas mais complexas.

Sintomas

Quais são os sintomas da otosclerose?

Os principais sinais incluem:

  • Perda auditiva progressiva (pode ocorrer em um ou ambos os ouvidos)

  • Dificuldade para ouvir sons baixos

  • Zumbido (chiado no ouvido)

  • Sensação de ouvido “tapado”

Curiosamente, algumas pessoas relatam ouvir melhor em ambientes ruidosos (fenômeno chamado de paracusia).

Causas

O que causa a otosclerose?

A causa exata não é totalmente conhecida, mas está associada a:

  • Fatores genéticos (histórico familiar)

  • Alterações no metabolismo ósseo

  • Influência hormonal (mais comum em mulheres)

Ela costuma aparecer entre os 20 e 40 anos.

O diagnóstico é realizado por um médico otorrinolaringologista, com base em:

  • Avaliação clínica

  • Audiometria

  • Exames de imagem (como tomografia computadorizada)

O diagnóstico precoce ajuda a definir o melhor tratamento.

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Otosclerose - Estapedotomia

A estapedotomia é a principal cirurgia para tratar a otosclerose.

O procedimento consiste em substituir o estribo por uma prótese,
permitindo que o som volte a ser transmitido adequadamente ao ouvido interno.

É uma técnica moderna, precisa e com altas taxas de sucesso.

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar sob anestesia geral com utilização de endoscópio cirúrgico.

O procedimento inclui:

  • Acesso pelo canal auditivo (sem cortes externos)

  • Remoção parcial do estribo

  • Colocação de uma prótese muito pequena (substitui o estribo)

A cirurgia costuma durar entre 1 e 2 horas.

A recuperação geralmente é rápida, mas exige alguns cuidados.

Sintomas comuns no pós operatório:

  • Tontura leve nos primeiros dias

  • Sensação de ouvido tampado

  • Pequeno desconforto

Cuidados importantes:

  • Evitar esforço físico

  • Não assoar o nariz com força

  • Evitar viagens de avião inicialmente

  • Seguir as orientações médicas

A melhora da audição pode ser percebida em poucos dias,
mas o resultado final pode levar de algumas semanas a um mês.

A cirurgia é considerada segura, mas pode apresentar riscos como:

  • Tontura temporária

  • Alteração no paladar (geralmente passageira)

  • Falha na melhora auditiva

  • Perda auditiva (raro)

  • Zumbido persistente

  • Paralisia facial (raro)

A escolha adequada do paciente reduz significativamente esses riscos.

A cirurgia não “cura” a doença, mas trata de forma eficaz a perda auditiva causada por ela.

Na maioria dos casos, há melhora significativa da audição,
podendo reduzir ou eliminar a necessidade de aparelhos auditivos.

Sim. Em alguns casos, o uso de aparelho auditivo pode ser uma alternativa, especialmente quando:

  • A cirurgia não é indicada

  • O paciente prefere evitar o procedimento

  • Há contraindicações médicas

A decisão deve ser individualizada.